Lei determina vagão rosa no Metrô de BH. CBTU é contra

Uma nova lei de autoria do vereador Léo Burguês (PSL), aprovada em Belo Horizonte, prevê a implantação de vagões exclusivos as mulheres no Metrô da capital mineira. Mas a Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU se mostra contra a medida.

A determinação estipula que em um prazo de até 30 dias, cada trem deverá ter um carro “rosa”, sob risco de multa de R$ 4.500 mais R$ 1.000 diários.

O vereador diz que a lei tem como objetivo, garantir a integridade das mulheres que são, constantemente, vítimas de assédio sexual no transporte público. “Recebi na Câmara um abaixo-assinado com mais de 10 mil assinaturas de mulheres que sofreram assédio em BH. Esse número é preocupante e mostra que, infelizmente, parte de nossa sociedade, em pleno século XXI, ainda não respeita as mulheres”, afirmou. o vereador.

Já a CBTU diz que a medida fere a constituição. “Segundo vários especialistas, este tipo de Lei fere o artigo 5º, inciso I, da Constituição, que versa sobre a igualdade entre homens e mulheres, bem como o inciso XV, que estabelece o direito à locomoção em território nacional”, disse a companhia.

A companhia diz ainda que o Metrô presta serviços fora da capital mineira, e que “configurando-se como transporte público intermunicipal – o que extrapola a competência de BH para legislar isoladamente”.


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

17 Comentários deste post

  1. é sério isso? As mulheres representam quase 65% dos passageiros e querem um vagão exclusivo para elas? Tudo bem sabemos que há o assedio e tudo mais, porém é uma medida impensável, o proprio Metro de SP já falou sobre isso. Isso vai dar uma treta gigante, imagina um cara vestido de mulher, ele vai poder entrar no vagão? Por que caso seja impedido, será “homofobia” e quem será o culpado? A empresa, ou pior, o funcionario que simplesmente estava cumprindo ordens, ai sai na midia televisiva que o funcionario é o culpado, e ele acaba por ter sua carreira queimada e uma demissão em plena recessão economica.

    Nicolas Ferreira / Responder
    • Ia comentar a mesma coisa. As mulheres são maioria em qualquer horário e qualquer que seja o modal de transporte. Pelo menos aqui em SP.

      Celso P / (em resposta a Nicolas Ferreira) Responder
  2. Uma questão: o que é melhor: fiscalização plena de um policial ou fiscal ou uma segregação de gênero?

    Anonimato / Responder
  3. eu não vejo problema…eu não sou contra

    haroldo / Responder
    • Ninguem vê problema até efetivamente acontecer um, se é uma lei, precisa ter um estudo gigantesco antes, pois pode enquadrar em homofobia, isso pode destruir vidas de pessoas que simplesmente cumprem ordens, seja policial, fiscal ou qualquer outro, pois se um cara vestido de mulher quiser entrar, vai poder? se pode, porque pode? se nao puder, porque nao pode? Tem muitos questionamentos, então é uma medida impensável, feita apenas por pressão ou por “politicagem”. Outro ponto, se a mulher tem um vagão exclusivo pra ela, ela pode ser impedida de entrar nos outros vagões? É semelhante ao banco do idoso, muitos idosos num trem vazio sentam no banco normal, mas eu ja presenciei casos onde um idoso sentado no banco normal, impediu um outro usuario comum, um jovem, cansado depois de um dia de trabalho ou estudo ou sei la oque, porque era banco reservado.
      Novamente, isso vai dar uma treta gigante, e quando der, a merda ja estara feita e vai prejudicar muita gente que não tem como se proteger

      Nicolas Ferreira / (em resposta a haroldo) Responder
  4. a proposito, bela foto do trem

    haroldo / Responder
  5. Isso demostra que chegamos no fundo da fossa, subdesenvolvimento moral.

    Felix / Responder
  6. Não sei porque a revolta, se não me engano no RJ, ou outro estado já tem isso faz tempo, não recordo qual e.

    Rodrigo Santos / Responder
  7. Os serviços metroferroviários (MetrôRio e SuperVia) da Grande Rio já possuem esse vagão exclusivo para mulheres apenas nos horários de pico. Já em BH que, pela imagem, possui apenas quatro vagões, acho que seria ruim para o funcionamento do serviço como um todo.

    Gustavo Oliveira / Responder
  8. Contra os Abusos, a Promessa Será Também Implantar o Vagão Azul Utilizado Apenas Por Eles, Enquanto o Vagão Rosa Será Utilizado Apenas Por Elas

    Michell / Responder
  9. pra mim isso é tapar o sol com uma peneira.

    la muerte / Responder
  10. A minoria esta deteminando o modo de vida da maioria, é uma inversao total de valores.Se meia dúzia briga nos Estadios, cria se torcida unixa, se meia duzias não obedecem a velocidade da pista , pune se outros 99% de respeitadores e baixam radicalmente a velocidade da pista, se meia duzia não respeita nem a mãe dele, separa todos do transporte publico, assim está caminhando o Brasil.Noutros paises punem se pesadamente o infrator.

    Felix / Responder
    • Se pensar que no Brasil o infrator é a maior parte da população do que “os respeitadores”…

      Anonimato / (em resposta a Felix) Responder
  11. Que bela porcaria, ao invés de combater o crime mais uma vez torna refém o povo. Vagão rosa, vagão para deficientes, vagão arco-íris, vagão do idoso, vagão do branco, vagão da pqp…

    Rodrigo / Responder
  12. O famigerado “vagão rosa” nada mais é do que um paliativo errado. Sob a justificativa de “garantir a integridade”, essa medida estabelece MAIS UMA sanção para as mulheres, que já têm seus deslocamentos restritos por uma série de questões, inclusive o assédio. A segregação em um vagão parte de premissas erradas, como a de que os homens que assediam não conseguissem se segurar e ser responsabilizados por seus próprios atos. Também ignora que nós somos a maioria no transporte público e frequentemente andamos acompanhadas, inclusive com outros homens. Fora que passa a largo da medida mais importante para combater o assédio no transporte público: ter um canal de denúncia efetivo, confiável e amplamente divulgado. Espero que o debate avance em BH e essa medida não seja implantada.

    Ana Carolina Nunes / Responder
  13. gente, eu sou Marcos Paulo. Aqui em Brasília, não tem essa de vagão rosa. Aqui tem vagão para os deficientes, idosos, gestantes e pra tudo. O primeiro carro de cada um dos 32 trens do metrô de Brasília, é de exclusividade para mulheres, pessoas com mobilidade reduzida e outros mais. Me sinto feliz quando fico nesse vagão, pois sou muito mais protegido e bem escoltado kkk. brincadeiras…

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