Bogotá quer trólebus em novos BRT’s

A cidade de Bogotá pode reativar seu sistema de trólebus. A prefeitura analisa a possibilidade com a venda de 20% da participação do poder público municipal na EEB – Empresa de Energia de Bogotá, que podem chegar a US$ 3,5 bilhões.

Este recurso seria usado para expandir o sistema de ônibus atual em novos 200 quilômetros de corredores de ônibus do tipo Bus Rapid Transit (BRT). De acordo com o prefeito Enrique Peñalosa, a intenção é reduzir em 46 mil 200 toneladas de gás carbônico emitidas no meio ambiente, e os trólebus estariam nos planos do prefeito.

O sistema de ônibus elétrico foi implantado em Bogotá no ano de 1948, e deixou de operar há pouco mais de 20 anos.

Ainda que outras tecnologias de tração elétrica em ônibus vem surgindo, o trólebus é consagrado em operações mundo a fora, sobretudo na Europa e Eurásia, inclusive onde parte da frota vem sendo renovada.

 

 

 


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

26 Comentários deste post

  1. Caracas, mais 200 km de novos corredores BRT´s?

    Enquanto isso, SP elegeu um candidato que nem propôs expandir os corredores de ônibus, pretende tirar ciclovias (ao invés de arrumar as falhas e continuar expandindo, como fizeram várias outras cidades no mundo) e o máximo que disse que vai fazer, é dar caracteristicas de BRT´s aos corredores atuais (duvido muito, pois o Estado entrega corredores comuns ao invés de BRT´s)….

    PSDB é muito limitado…..

    Renato / Responder
    • Os corredores atuais, já deveriam há tempos serem padrão BRT, porém precisa também expandir novos corredores.

    • A maioria em SP não está querendo saber de transp. público, mas sim do transp. individual. Aparentemente, só quando houver realmente um caos é que vão parar pra repensar.

      De qq forma acredito ser difícil ele fazer essas promessas só pra ganhar votos. Ele deve cumprir as mais faceis e ir enrolando as mais difíceis (como tirar ciclofaixa/ciclovia pra readequar as vias para carros). Vamos ver..

      O.Juliano / (em resposta a Renato) Responder
  2. eu tenho uma dúvida, como se dariam as ultrapassagens com os troleibus?

    rafael oliveira / Responder
    • Seriam apenas nas estações com uma linha aérea auxiliar derivando da principal,no caso de trólebus com pantógrafos, a não ser que ele use um sistema com tecnologia mais avançada,tais como veículos elétricos com acumuladores livres da rede entre duas estações.Mas……..como esses ônibus custam muito caro duvido muito que ele faça isso,além do que a frota atual a diesel carece de renovação,a maior parte da frota e antiga e sem ar condicionado…os velhos “Buscar” ainda estão na ativa por lá….

      Salvador Sobre Trilhos / (em resposta a rafael oliveira) Responder
  3. Quando se tem vontade, e outra historia.

    Rodrigo Santos / Responder
    • pena que não é vontade do povo… a vontade do povo é que o metro seja feito… mas de onibus é mais facil roubar e manter a atual mafia dos transportes de lá

      fabio / (em resposta a Rodrigo Santos) Responder
  4. É um BRTista cabeça dura esse Enrique Peñalosa,morre afogado mais não pede uma boia,até onde ele pretende levar isso?…um cidade com uma população de mais de 8 milhões de habitantes sem um centímetro de transportes sobre trilhos,enquanto isso o Transmicheio ou Transmilento segue massacrando o povo de Bogotá.

    Salvador Sobre Trilhos / Responder
    • Nada a disso!

      Ja estão planejando um sistema de metrô também além de que o sistema de Bogotá deveria atualmente contar com 350Km de corredores mas conta apenas com 120Km. Os prefeitos anteriores não deram o devido processo de expansão além de ficarem tentando implantar metrô mas sem saber onde pegar dinheiro para isso.

      Bogotá não existia nenhum sistema de transporte de média ou alta capacidade e o BRT apesar dos problemas assim como o metrô e CPTM trouxe muitos avanços a cidade e uns dos icones da cidade.

      • Luis Alves – Pelo que me consta o BRT não é um sistema de média capacidade e de longe ser de alta capacidade.O sistema de transportes de Bogotá era desorganizado e continua,apenas a desorganização foi padronizada com ônibus articulados e tinta vermelha.Não é atoa que a população da cidade,e a própria imprensa local,chama a muito tempo o sistema de Transmilento e Transmicheio. Não é pelo fato de ser um BRT que o sistema é organizado,a questão é a infraestrutura atual que não oferece mais condição para que o sistema seja viável e eficiente,não só do ponto de vista operacional como logistico.Não se trata de ser contra o BRT,é uma questão de entender e respeitar os seus limites,os próprios defensores do sistema trabalham para tornar a sua imagem negativa quando exigem dele aquilo que não pode dar,na busca de uma alternativa supostamente mais barata, – porque projetos de mobilidade devem ter um olhar para médio e longo prazo,pois não se pode ficar por questões econômicas e sociais além dos distúrbios que geram e impactam essas grande obras a vida da cidade, – esses projetos terminam sempre ficando mais caros,faz,desmancha,faz de novo.Vejam só um explo: o Transoeste no Rio o que poderá acontecer com ele daqui a 3 anos,os sinais estão claros,não suportara a demanda crescente e muito menos a integração (que já nasce com problemas) com a nova linha 4 do Metrô.Um sistema de BRT quando usado de maneira correta dentro dos parâmetros de atendimento de demanda tecnicamente corretos e com uma “margem de folga para o futuro” funciona bem,mais quando a sua concepção é feita já na margem do limite máximo,o resultado é desastroso.A capacidade nominal de um sistema de BRT com 2 calhas de concreto (Uma em cada sentido) com duas faixas por sentido,uma faixa de trânsito e outra de ultrapassagem permanente ( sem essa maluquice de ultrapassagem apenas nas estações) é de 19.mil pasgs./h.sentido, chegando até 23.mil pasgs./h.pico.acima disso já é invenção,seria como colocar 8 pessoas dentro de um fusca…..anda,leva….mais em quais condições????????.Qualquer sistema de transportes,seja ele qual for,que trabalhe acima da sua margem de tolerância máxima de atendimento de demanda terá e causará sempre sérios problemas.Se um sistema de BRT é implantado com uma folga de 40% sobre o seu limite máximo com certeza ele ira funcionar de maneira adequada oferecendo uma boa qualidade de serviço aos seus usuários por um longo tempo,e esse o X da questão,de repente interesses diversos resolvem transformar o BRT na salvação da mobilidade e terminam por denegri a sua imagem perante a população.Só para um comparativo um sistema de VLT não segregado (de rua) pode chegar a 35.mil pasgs./h.sentido e um sistema de VLT totalmente segregado,nos moldes de um BRT,chega a 60.mil pasgs./h.sentido,sendo considerado como um sistema de metrô leve.Há uma coisa básica que precisa se entender,a mobilidade é como uma pirâmide e com uma hierarquia definida,com lugar para trens,metrôs,ônibus,micro-ônibus,vãs,sistemas hidroviários,teleféricos,funiculares,táxis,carros,motos,bicicletas e viagens a pé,além do elo de ligação entre todos os modais,a integração física e tarifária intermodal,além do bilhete único por “tempo de permanência no sistema”(sem limite de viagens),é dessa forma que deveria ser,como diz a música….”cada qual no seu quadrado”….mais juntos se tornam maiores…….é isso ai.

        Salvador Sobre Trilhos / (em resposta a Luiz Alves) Responder
        • Já li no site mobilize,que um BRT bem feito tem maior capacidade que VLT ,pois mesmo sendo menores ,o intervalo entre os ônibus podem ser muito menores que os dos vlts,podendo tbm ter linhas expressas,com pontos de ultrapassagem,ja os VLTs precisam de ter intervalos de 3 a 4 minutos entre trens,devido a ter tempo de frenagem,o importante é ter estudos sérios para viabilizar o melhor tipo de transporte,pois dependendo da topografia,oBRT é mais flexível que os VLTs.

          • Mauri – Não existe essa possibilidade de um BRT ser mais eficiente do que um sistema de VLT,um bonde elétrico (VLT) tem capacidade entre 300 até 800 passageiros dependendo da configuração dos carros e os intervalos podem sim ser menores,isso vai depender da necessidade pontual da demanda e do sistema de sinalização e controle utilizado nos veículos.Além do mais tanto na frenagem como na aceleração e retomada de velocidade,os VLTs tem controles mais uniformes,mais eficientes e menos variáveis.Tem mais um ponto importante observe na foto acima quantos articulados esperam na fila para ter acessa a plataforma de embarque e desembarque que só recebe um veículo por vês,as paradas dos VLTs,que normalmente tem piso baixo,recebe uma composição completa,com varias portas de acesso o que torna o embarque e desembarque bem mais rápido.

            Salvador Sobre trilhos / (em resposta a Mauri)
          • O VLT de 800 lugares, são aqueles da Bom Sinal , que eu particularmente acho bons apesar de ser a Biodiesel,são praticamente um metrô leve, inviável coloca-los nas ruas,geralmente eles ficam em antigas ferrovias, os “bondes” ficam entre 300,400 pessoas a capacidade deles, como vc mesmo disse, o problema é onde colocam cada modal, a demanda, é injusto mostrar essa imagem de Bogotá, uma cidade de 8 milhões de habitantes, que tem o BRT como principal transporte, ou seja totalmente saturado e compararem com o VLT de Lion por exemplo que não tem nem 700 mil habitantes, o próprio metrô de São Paulo ,na linha vermelha ,se tirar uma foto aérea de manhã, vai ver um trem numa estação, outro na outra estação e um parado entre os dois, e é transporte de massa , mas está saturado, como diz o próprio presidente da companhia, esta linha tá no limite,isso vale para todos os modais, tendo maior demanda, vai andar com super lotação.

            mauri / (em resposta a Mauri)
    • concordo…eles precisam de metro e subterrâneo… cada uma

      • Metrô é uma coisa,Vlt é outra,mas concordo que eles precisam de metrô,subterraneo ou não,mas com grande capacidade.

        Mauri / (em resposta a fabio) Responder
      • Mauri – 1º com relação aos VLTs da Bom Sinal eles operam atualmente em: Maceió,VLT do Cabo em Recife,João Pessoa,Natal,e em Fortaleza em faze de testes,todos bi-direcionais,com 03 carros, ar condicionado,piso alto (plataforma de trem),capacidade para “600” passageiros,tracionados por motores diesel de 500cv,apenas os VLTs do Cariri (o 1º deles e ganhador do prêmio Greenbest por 2 anos consecutivos) e o VLT de Sobral,ambos no Ceará tem composições com 02 carros com capacidade para 330 passageiros,também com ar condicionado e motorização idêntica.A cidade de Macaé no Rio chegou a adquiriu alguns VLTs da Bom Sinal para implantar uma linha com 23 km mais o projeto foi abandonado e os trens foram colocados a venda.
        Quanto aos VLTs com piso baixo,os chamados bondes,podem si transportar 800 passageiros,tive a oportunidade de andar em um deles em Torino na Itália com 07 carros,04 com truques e três flutuantes,que opera num circuito misto,segregado e de rua e em ruas bastantes estreitas típicas da cidade.
        Quanto a cidade de Lyon foi uma das cidades que mais me impressionou na Europa em termos de mobilidade,uma cidade bastante organizada,calma,e com um sistema de transportes eficientíssimo e totalmente integrado.A cidade junto com o seu entorno (Região metropolitana) já deve estar com cerca de 3 milhões de habitantes,a RM é a mais populosa, a cidade central deve estar hj com mais ou menos 750 mil habitantes.A cidade possui 4 linhas de Metrô,uma,a Linha C ,utiliza um sistema de cremalheiras para subir e descer rampas,A Linha D,funciona automática e sobre pneus,e mais duas linhas convencionais subterrâneas. VLT- são cinco linhas de bondes e a mais recente é mais luxuosa,a Rhonexpress que transporta passageiros entre a estação de Trens (la são duas) Part-Dieu e o aeroporto Saint Exupéry,Esse VLT tem poltronas altas,local para bagagens e ar condicionado. Funiculaire – Uma especie de VLT puxado a cabo em rampas,que liga a parte baixa (Lyon velho) a parte alta da cidade,são duas as linhas. Trólebus – Existem la varias linhas de trólebus,todos com piso baixo e sistema de ajoelhamento,circulando na cidade,os mais bonitos que já andei,uma boa parte articulados,diria quase a maioria deles,que trafegam em vias normais e em alguns locais em corredores exclusivos,em alguns trechos até partilham o mesmo espaço com os VLTs. Ônibus – Todos com piso baixo total,motorização traseira,03 portas largas e suspensão pneumática (a ar).A cidade também dispõe de ciclovias e bastante ciclofaixas,vias exclusivas para pedestres e limites baixos de velocidade para veículos em grande parte da cidade. Agora quer se diverti com o transito?????…..vai pra Roma………rrrrrrrrrrrrrrssssssssssssssss

        Salvador Sobre trilhos / (em resposta a fabio) Responder
  5. Há ainda um fato complicador e determinante para o mal funcionamento operacional do sistema Transmilenio de Bogotá,as calhas dos corredores tem apenas uma faixa por sentido com ultrapassagens apenas nas estações (talvez por isso ele pense em utilizar os trólebus) ao invés da configuração ideal que seriam duas calhas com 7 metros de largura cada,com duas faixas por sentido,uma de trânsito e outra de ultrapassagem permanente,evitando assim retenções normais do tráfico intenso de ônibus ou causadas por prováveis acidentes ou panes nos veículos,além de facilitar a circulação das linhas Semi Expressa e Expressa que são mais velozes.pasmem….a velocidade média do BRT de Bogotá atualmente não passa dos 13km/h sendo reduzido devido ao alto numero de ônibus que provoca constantes congestionamentos nos corredores e acidentes.E o Metrô de Bogotá não sai do papel…….

    Salvador Sobre Trilhos / Responder
    • Há um outro problema, para aumentar a capacidade do sistema é necessário ampliar o numero de faixas e reduzir os cruzamentos em nível, o que gera uma cicartriz imensa na cidade. O BRT é um bom modo, mas tem um limite que deve ser respeitado, Bogotá precisa mesmo é de metrô.

      rafael oliveira / (em resposta a Salvador Sobre Trilhos) Responder
      • Pois é Rafael,como disse no comentário acima, é essa a palavra mágica…”limite”, e que é totalmente desprezada,além disso as vias do sistema Transmilenio estão degradadas,a idade média da frota é alta e sem conforto,repare na foto que reproduz bem isso,os ônibus não tem ar condicionado nem o os bi-articulados,Superpolo,que entraram em operação já a algum tempo para tentar resolver os gargalos da demanda,estão equipados com esse conforto.

        Salvador Sobre Trilhos / (em resposta a rafael oliveira) Responder
        • BRT é um sistema de média capacidade sim….Estás equivocado e precisa se informar melhor.

          Baixa capacidade é corredor comum, linhas de onibus regulares….

  6. E Que Com Trólebus, Micro-ônibus e Midis o BRT Brasileiro Opere Também

    Michell / Responder
  7. 3,5 Bi daria para finalmente fazer a primeira linha de metro em Bogotá… ilusão acharem que onibus, seja lá movido a que, vai ser solução. Lamentável.

    fabio / Responder
    • Vai dizer isso pro Enrique Peñalosa e pro Jaime Lerner……rrrrrrrrrrrsssssssssssssssssssssss

      Salvador Sobre trilhos / (em resposta a fabio) Responder
    • Uma rede de metrô demanda dezenas de bilhões para ser implantado, além de levar decadas para ficar pronta

      O BRT é um transporte complementar e não é excludente a necessidade de ter metrô.

      O que não pode é cair nessa ideia de que metrô é a unica solução, pois não é. Metrô sozinho não resolve nada sem integração e suporte de outros modais (onibus,VLT, BRT, ciclovias, etc)

      Renato / (em resposta a fabio) Responder
  8. Plataforma elevada! Ônibus com piso normal… SONHO!!!!

    Raul / Responder

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