Com fim das Olimpíadas, obras de mobilidade devem ser retomadas no Rio

As Olimpíadas se foram mas algumas obras de mobilidade na cidade ainda não. Confira abaixo algumas que devem ser retomadas:

– Estação Gávea: a última estação da linha 4 teve suas obras parada na metade por conta de mudança do projeto. O Governo Estadual havia prometido retomar as obras após as Olimpíadas com a entrega para 2018 porém ainda há dúvidas se a obra vai mesmo ser retomada pois o Estado está com falta de verbas;

– VLT: a segunda fase do VLT deve ser entregue até o fim do ano. 90% das obras já estão concluídas. Até o momento, foram instalados mais de seis mil metros de trilhos. Segundo a Cdurp (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio), a terceira etapa, trecho entre a Central e a Marechal Floriano, ficará pronta em 2018. Esses trechos fazem a ligação entre a Central do Brasil e a Praça 15;

– BRT Transbrasil: quarto BRT da cidade está com 50% das obras concluídas. Serão 32 quilômetros de pistas, com quatro terminais (Deodoro, Margarida, Missões e Centro), 28 estações e 15 passarelas. A expectativa é de que sejam atendidos 900 mil passageiros por dia.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

11 Comentários deste post

  1. 900 mil é mais do que o metro carrega atualmente aqui… medo desse brt rs

    Douglas / Responder
  2. Eu espero SINCERAMENTE que seja verdade isso.

    Matheus / Responder
  3. 900 mil só essa linha de BRT ou o as 4 juntas?ou seria 90 mil?pois se for só essa linha, é muita gente, por isso tem pessoas que falam mal do BRT, não é o sistema que o sistema é ruim ,pelo contrário , é muito bom,ele está sendo feito errado, em demandas maiores que ele consegue transportar(aliás 900 mil é demanda de metrô convencional), em outra reportagem aqui o Muni metrô de São Francisco transporta 170 mil em 115 km, sendo assim o contrário, pouca gente pra um sistema desses.

    mauri / Responder
    • Exatamente. O que acontece é que a demanda do povo da zona norte do Rio é elevadíssima, os empregos são muito concentrados no Centro e os moradores na zona norte. Certamente esse brt ficará muito lotado, demanda que seria digna de um metrô. O brt do Rio é muito bom, mas não dá conta decentemente de uma demanda dessas, é como se a linha 3 do metrô de SP virasse um BRT.

      Gapre / (em resposta a mauri) Responder
  4. Não tem como um sistema de média capacidade (de até 25.000 passageiros/hora/sentido em média) carregar 900 mil por dia em apenas uma linha. Se somadas as 4 linhas de BRT ai sim.

    900 mil é mais do que a linha 11 da CPTM carrega (750 mil) todo dia, com trens de 8 carros e intervalos de 4 minutos.

    Renato / Responder
  5. Esse BRT Transbrasil tende a ser um problema se for mesmo para 900mil pessoas. Tem que ter ônibus de min em min, congestionará o corredor, todos biarticulados, estações adequadas para grandes demandas…
    Estranho isso!

    Leandro Costa / Responder
    • É que o Rio precisava urgentemente se desconcentrar do Centro e da zona sul. A geografia do Rio é muito diferente da de SP. Enquanto São Paulo tem o centro e as áreas nobres e de trabalho realmente no meio da cidade e os subúrbios nas periferias desse grande centro, no Rio essa área nobre e de trabalho seria praticamente no “extremo leste” da cidade e os subúrbios sendo as zonas oeste, norte, e um “meio-sul” que seria a região da Barra, o que faz com que o movimento pendular nessa cidade seja muito maior. SP tem emprego no centro, na Paulista, no vetor sudoeste, o que engloba praticamente a marginal Pinheiros toda, no início da zona leste e no da zona norte. Sendo assim, a pendularidade é bem menor, o que faz a demanda de certos fluxos não serem tão demandadas quanto a avenida Brasil do Rio por exemplo.

      Gapre / (em resposta a Leandro Costa) Responder
  6. Bom, sou paulista e usei o BRT nas Olimpíadas. Numa estação que falta muito para acabar ao lado da Salvador Alende (me esqueci o nome) até o parque olímpico. Funcionou muito bem. Não sei as outras linhas e estações.
    Não tenho dúvidas que durante as obras as críticas devem ter sido severas.
    Me pareceu um bom sistema. Eu diria melhor que o tal “monotrilho”. :(

    Agnaldo Souza / Responder
  7. Com o estado falido sem médico, pra quem paga altos impostos sem retorno? Duvido.

    Rodrigo Santos / Responder

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