Prefeitura deverá retirar propaganda enganosa em ônibus

O Conar (Conselho Superior do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) determinou que a Prefeitura de São Paulo retire dos ônibus a propaganda “Ecofrota” das laterais dos ônibus por entender que se trata de propaganda enganosa.

O processo foi requerido pelo vereador Gilberto Natalini que diz que o projeto, criado na gestão Kassab, sofreu “completo retrocesso”, ao ponto de ser descontinuado pela atual administração.

Hoje os ônibus estão rodando com diesel comum. O projeto, previa dois tipos de mistura nos motores dos veículos: o uso de biodiesel (B7), em 1,2 mil ônibus, e de diesel de cana (na proporção de 30%), em outros 395 coletivos. “Mas, infelizmente, ambos foram abandonados, sob a alegação da Prefeitura, de que haveria problemas técnicos e financeiros”, diz Natalini.

A Prefeitura reconheceu que não faz mais sentido os adesivos e irá pedir as empresas de ônibus que os retirem. Já o vereador Natalini lamenta que a atual gestão tenha descontinuado o programa.


Autor: Caio Lobo

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Paulistano e Corinthiano, formado em Marketing porém dedicou sua experiência profissional, pós-graduação e MBA na área de Finanças. Temas relacionados à mobilidade urbana o fascinam, principalmente quando se fala de metrô.

8 Comentários deste post

  1. PT é sinônimo de Roubo e retrocesso

    Renato / Responder
  2. como pode ter puxa saco de PT e PSDB

    marcelo / Responder
  3. Todo partido e igual, mais se não e mais eco frota que tire, a EMTU só tem ônibus velho, e de mais de 10 anos, e não vejo revolta, temos que saber criticar por igual, e não por sigla de partido.

    Rodrigo Santos / Responder
  4. Ta difícil… pq quanto aos problemas técnicos, ainda tem de se resolver o problema de formação de verniz nas bombas de combustível e o problema da variação do angulo de injeção, devido ao fato de o biodiesel ter propriedades reológicas diferentes…. Tem também a questão de o átomo de oxigênio presente na sua molécula reagir com o óleo lubrificante da camisa do motor, produzindo uma reação de polimerização (isso exige o uso de óleo lubrificante com mais aditivo) e o fato de o biodiesel ser mais viscoso que o diesel de petróleo (isso é ainda pior em dias frios…).
    Em suma é por essas e outras (outros problemas relativos a corrosão parece que ja foram resolvidos…) que o governo diz que biodiesel é igual a diesel, mas as montadoras dizem que não é!!!!
    A quem queira saber mais, tem o livro “Biocombustíveis, Lora, Venturini”, que é bem completo e fala não só do biodiesel mas de vários outros biocombustíveis que estão em desenvolvimento.

    Thiago / Responder
  5. É muito fácil ser vereador. É só reclamar e reclamar, parecer “fiscal do povo”. Aliás, Natalini só fez essa papagaiada por ser candidato à prefeito, do contrário não iria fazer algo tão ridículo para se aparecer(e que mostra a incompetência de todos-dele, dos demais vereadores e da prefeitura).

    A população quer soluções, não políticos que só sabem apontar problemas.

    Ivo Suares / Responder
  6. Nos trólebus pode continuar o adesivo 😀

    Raul / Responder

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