Light cobra SuperVia por conta de luz atrasada

A Supervia teve título protestado por não pagar conta de luz. A Light, concessionária de energia, protestou a operadora dos trens no Cartório 3º Ofício de Protesto de Títulos e Documentos pela falta de pagamento da conta de luz relativa ao mês de abril.

“A Light tem que proteger sua receita. A Supervia é uma história complicada, e o acordo judicial que a gente fez foi de que a empresa assumisse o compromisso de que o faturamento de 2016 se pagasse em dia”, disse o diretor de Finanças da Light, Cláudio Bernardo Guimarães de Moraes, em um comunicado à imprensa.

“Estamos fazendo um esforço absurdo para honrar nossos compromissos com a Light, entre outros, com um contrato de concessão que está desequilibrado econômica financeiramente”, disse, por sua vez, o presidente da Supervia, Herbert Quirino.

O presidente da operadora dos trens diz ainda que o aumento de cerca de 86% nas tarifas de energia no ano passado, insumo que representa de 20% a 25% de seus custos, contribuiu para o cenário, e que até o dia 20, a situação deve ser normalizada.


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

3 Comentários deste post

  1. A Supervia demonstra de várias formas que não é um exemplo de empresa privada de excelência em concessões de serviços públicos, ainda assim,temos diversos defensores de privatizações dos mesmos,ou seja,defensores de uma política fracassada de privatizações.
    O MetrôRio também não é muito diferente.
    Por essas e por outras que defendo o Metrô-SP e a CPTM como empresas públicas, patrimônios do Governo do Estado de São Paulo,mas antes tudo, patrimônio dos cidadãos paulistanos e não de um mero grupo de proprietários/acionistas privados.

    Danilo Lisboa / Responder
    • Tem casos e mais casos.
      As concessões feitas pelo governo do RJ (trens e Metrô)foram feitas erradas, com contratos que cobra pouco do concessionário.
      Acredito que em SP isso não deve acontecer. A linha amarela (na área de operação) e a linha laranja (na área de construção) demonstram que o sistema de concessões funciona quando bem feito.
      Obs: o responsável por construir a linha amarela é do governo do estado de SP.

  2. Serviços públicos de transportes devem sim serem subsidiados pelo poder público. Por isso, não há vantagem alguma em privatizar estes serviços. Quando privado, este precisa buscar o lucro, mais do que o interesse público. sistemas de transportes públicos não são como bancos ou petrolíferas, que competem com outros players mundo afora, são sistemas em que há um monopólio ou oligopólio natural, que tem como dever primário servir as pessoas da cidade. Na maioria esmagadora dos casos quem usa o transporte público não tem outra opção de deslocamento.
    Quando alguém defende a privatização, em especial de sistemas de trilhos, não observa, ou não quer observar, que é um dever do estado nacional prover transportes públicos de qualidade, que isso tem custos que não tem como serem recuperados com a receita de bilheteria, sendo necessário sempre subsídios.
    Para quem tiver interesse deem uma lida no balanço patrimonial do Metro SP, CPTM e compare com o da Super Via.A Empresa do RJ só consegue auferir lucros por que é o GERJ que investe na compra de trens, que investe na reforma de estações, e por que o GERJ faz subvenções em favor da Super Via. O mesmo ocorre em SP com a ViaQuatro. é dinheiro do orçamento público bancando lucros privados, isso que é privatizar sistemas de transportes públicos.

    Eduardo urashima / Responder

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