Haddad fala ao programa Pânico sobre Mobilidade

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, participou do programa Pânico no Rádio. Entre os temas abordados, o da Mobilidade Urbana tomou conta da discussão, de forma mais contundente pelo humorista Márvio Lúcio, o Carioca, que anteriormente já havia feito oposição à gestão do petista com vídeos na internet.

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Faixas de ônibus

Sobre a segregação de faixas de rolamento para o transporte coletivo, Haddad diz que é tendência mundial. “Existe hoje um paradigma mundial sobre e mobilidade…todos os especialistas respeitáveis entendem que o sistema viário está dado”, disse o prefeito, se referindo a limitação do espaço viário. “Não faz sentido ônibus preso em congestionamento de carros”, pontuou.

O ex-ministro da educação cita ainda a lei nacional sobre mobilidade, recomendada pela Nações Unidas, que determina que as ações do poder público devem privilegiar primeiramente os pedestres, ciclistas, transporte público, transporte de carga e, por último, o transporte motorizado individual.

Questionado pelo humorista Evandro Santo, o Christian Pior, sobre a presença de táxis em corredores de ônibus, o prefeito disse que a administração pública está concluindo estudos, onde a presença deste tipo de transporte, nestas estruturas, não influencia tão diretamente na operação dos veículos coletivos.

Ciclovias

“Não existe ciclistas sem ciclovias. O Ibope diz que aumentou 50% o número de ciclistas, e no mesmo período reduziu 34% o número de mortes”, afirmou o prefeito. O humorista Carioca citou os problemas de estruturas das ciclofaixas, como buracos. Haddad disse que a qualidade das ciclovias se mede pelo incremento no uso de ciclistas e a queda no número de mortes.

Novos corredores de ônibus

Haddad contou ainda que sua meta de entrega de 150 quilômetros de corredores de ônibus está prejudicada por que recursos prometidos do PAC “foram transferidos a conta gotas por conta da crise econômica”, se referindo a lentidão dos repasses do governo Federal. O prefeito diz ainda que deve entregar 500 km de faixas exclusivas de ônibus, que também contribui para velocidade dos coletivos.


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

7 Comentários deste post

  1. O Alckmin esta ai a 20 anos, fala que não tem dinheiro porque não ouve repasse da Dilma, o Haddad com apenas um mandato que não pode fazer milagre, fala que não recebeu a verba da Dilma e é apedrejado, algo errado não?

    Rodrigo Santos / Responder
    • O Haddad é do PT, a Dilma é do PT, pela lógica da nossa politica atual (pelo poder e dane-se o povo e o resto) as coisas deveriam ser facilitadas para ele não concorda?

      • Acho que, independente de partido, as verbas devem ser repassadas de forma correta a todos. Nem o Haddad nem o Alckmin devem ter privilégios. E, pelo que o Haddad disse, ele não teve privilégios mesmo sendo do partido do Governo Federal. Acho que o que acontece com o prefeito é só um sinal de como toda a verba federal tem sido pouca pras cidades e Estados de um modo geral no Brasil todo, não só em SP. Talvez já tenha sido até mais em tempos de bonança econômica, mas mesmo assim não aproveitaram decentemente.

        Gapre / (em resposta a Bruno) Responder
      • Bruno vc está errado. O correto seria o governante exercer a distribuição correta e imparcial dos recurso independente de qual partido esteja governando.
        Ser desejam realmente ter uma nação melhor, é preciso parar com este fla-flu partidário para que as políticas públicas (principalmente a mobillidade urbana) se desenvolva de maneira mais ágil nas próximas décadas.

        Rodrigo Pereira / (em resposta a Bruno) Responder
      • Se a Dilma quebrou o país, de onde vai tirar dinheiro?

  2. Mas você que mencionou o Fla-Flu… contraditório.

    Bruno / Responder
  3. Vai ter que explicar como conseguiu quebrar o Anhembi…

    Ed / Responder

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