Exposição comemora 67º aniversário do sistema trólebus em SP

Em comemoração aos 67 anos do sistema trólebus na capital paulista, o Movimento Respira São Paulo deve promover uma exposição com dois ônibus elétricos no centro da cidade, no dia 23 de abril, sábado. Além dos veículos, uma mostra fotográfica deve contar a evolução do sistema e o desenvolvimento da tração elétrica.

De acordo com a organização do evento, existem atualmente cerca de 360 sistemas de trólebus no mundo em mais de 40 países e em muitos casos, estão sendo modernizados e ampliados, principalmente na Europa, Estados Unidos, China e Rússia.

Serviço

Data: dia 23 de abril de 2016, sábado, das 8 às 17 horas.
Local: Calçadão da Praça Dr. João Mendes, no centro, em frente ao Fórum Municipal. Visitação pública.
Apoios: Prefeitura de São Paulo, SPTrans, CET, Viação Ambiental Transportes, Viação Gato Preto.


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

2 Comentários deste post

  1. 2 ônibus? Poxa… Achei que seriam mais… uns 4 pelo menos

    Raul Bertolo / Responder
  2. Tenho estudado os serviços de transporte coletivo urbano, desde a minha pós graduação em ENGENHARIA URBANA, junto a UFSCar. Porém, o que foi estudo, não se aplicou em nada nos gestores públicos, que acabaram por acabar com a operação dos ônibus tipo “TRÓLEBUS” em Ribeirão Preto, Estado de São Paulo. Além da venda da frota, extinção das linhas operadas pela empresa mista – TRANSERP S/A., ocorreu o desmanche do planejamento dos transportes na cidade. Isso alterou por completo a qualidade que existia no sistema de transportes coletivos, como: i) frequência horária com pontualidade ii) ônibus automáticos, com suspensão a ar, três portas, ar condicionado; iii) bilhetagem controladas com catracas automáticas; iv) integração física-tarifária no sistema de transportes; v) serviço com monitoramento via rádio com motoristas; vi) volume em 70% dos passageiros transportados.

    As desculpas foram que não compensavam operações através dos veículos movidos via eletricidade – TRÓLEBUS – ou seja, o alto custo e falta de subsídios inviabilizavam a operação do sistema de transporte coletivo urbano em Ribeirão Preto. Porém, outro argumento foi a falta de peças para o consertos e manutenção dos veículos, onde os ônibus tinham mecânica e motores elétricos importados da VOLVO européia.

    Ao ver que circulam por várias cidades brasileiras, e no mundo a manutenção do sistema de transporte utilizando energia elétrica, os mesmos sofreram nos anos, aumento de tecnologias viabilizando a sua operação, mantendo linhas existentes e aumentando a capacidade de transporte de passageiros urbanos. Utilização de laser, de recargas sistemáticas e maior autonomia elétrica, estão proporcionando as cidades brasileiras o retorno e ou o aumento do uso do sistema trólebus.

    Em Ribeirão Preto, existe atualmente um grande conflito entre áreas da catedral metropolitana, que seria utilizada por um terminal de ônibus urbano, na região central do município. Isso evidencia a falta de compromisso das gestões anteriores para com o PLANEJAMENTO DE TRANSPORTES em Ribeirão Preto, bem como o melhor entendimento dos vetores de crescimento municipal, no USO e OCUPAÇÃO DO SOLO, e em conjunto, um efetivo e bom PLANEJAMENTO URBANO.

    Ao contrário do bom senso, a prefeitura de Ribeirão Preto, está propositalmente deixando sucatear sua Secretaria de Gestão e Planejamento Urbano, com a falta de equipamentos, maior tecnologias e sistemas para auxiliar os técnicos, e sem aumentar o efetivo profissional e de equipes multidisciplinares. Os atuais servidores, diminutos são bem pagos, e seu silêncio contempla o que está ocorrendo no planejamento das cidades brasileiras.

    Esses graves problemas nos municípios brasileiros, contribuem para a desordem nos sistemas de transporte coletivos urbanos, modal ônibus nas cidades brasileiras. A falta de qualidade, falta de compromisso com a operação do sistema de transporte coletivos e a falta de prioridades para o uso no espaço no sistema viário público no município, evidenciam outro grande problema de prioridades imposta pelo governo federal, ou seja, de priorizar o sistema de transporte rodoviário (automóveis, caminhões, etc) em detrimento quanto ao uso do transporte coletivo.

    Com isso, temos as chamadas “deseconomias” na economia brasileira, com prejuízos com a falta de mobilidade urbana e rodoviária, bem como, prejuízos de combustíveis queimados;poluição e agressão a qualidade do ar; e demais mazelas provocadas. Outro absurdo, são as pesquisas com o alcool combustível, e o biodiesel, projetos desenvolvidos nas nossas pesquisas acadêmicas.

    Enfim, o Brasil na contra mão dos conceitos de SUSTENTABILIDADE urbana e ambiental, desperdícios humanos e econômicos, prejuízos pela incapacidade de manutenção da infraestrutura viária e malha rodoviária existente, falta de logística e implantação de outros modais, como ferrovias, hidrovias, etc.

    Obrigado!

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