O projeto do Hidroanel Metropolitano de São Paulo

Imagem de Karla Cozzer - Blog "Céu de São Paulo" -

Imagem de Karla Cozzer – Blog “Céu de São Paulo”

A Região Metropolitana de São Paulo tem potencial para ter um transporte hidroviário. Tanto que em 2009 o Governo do Estado licitou um Estudo de Pré-Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental do chamado Hidroanel Metropolitano de São Paulo, através do Departamento Hidroviário da Secretaria Estadual de Logística e Transportes.

Em 2011 a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU), por meio do Grupo Metrópole Fluvial, realizou a articulação arquitetônica e urbanística deste Estudo.

O projeto contempla uma rede de 170 km de vias navegáveis composta pelos rios Tietê e Pinheiros, e as represas Billings e Taiaçupeba, além de um canal artificial que seria construído ligando essas represas. As embarcações seriam destisnadas ao transporte de cargas e passageiros, além do uso turístico e de lazer.

Arte extraída do Estudo da FAU

Arte extraída do Estudo da FAU

O estudo indicou que seriam inseridos ao hidroanel 20 Eclusas, 3 Subsistemas, 3 Tri-portos, 14 Trans-portos, 60 Eco-portos, 36 Draga-portos, 4 Lodo-portos, além de 24 Portos para passageiros.

Represa Billings

Represa Billings

Os dados apontam conclusão do projeto no ano de 2040, sendo que ele seria feito em etapas a partir de 2012, porém, infelizmente o hidroanel não tem previsão para o início de implantação.

O estudo completo pode ser acessado aqui

Leia também: Projeto de lei prevê transporte público hidroviário por represas e no rio Pinheiros em SP

 

Rio Tietê

Rio Tietê


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

10 Comentários deste post

  1. Seria uma maravilha poder usufruir dos rios e represas para transporte e lazer, porém não vejo condições de usar o Tietê e o Pinheiros para tal, por que não adianta limpar estes, sendo que vários afluentes estão em condições similares e sob os rios é despejado esgoto e lixo.

    Lucas Rabelo / Responder
  2. Está aí um projeto que acho muito bom,além do hidroanel também poderia fazer um monotrilho em uma das faixas da marginal Tietê que sairia da Estação Engenheiro Gulart até a Estação Ceasa da CPTM,ligaria as 4 regiões,Leste,Norte,Oeste e Sul.Com isso ligaria todas as linhas do metrô e trêns da CPTM.A população teria acesso nas duas USP,Leste e Oeste,Shoppins das Marginais e outros empreendimentos,Clubes Corinthians,Portuguesa,São Paulo,Tietê,Espéria etc… alé do Anhembi,ExpoNorte entre outros.

    Geraldo Albuquerque Trinto da Silva / Responder
  3. A ideia parece fantástica, mas também questiono a viabilidade de se limpar esses rios. Imagino que isso seria um projeto adicional de alto custo. Sem contar o nível das águas, agora que tanto se fala da (e se sofre com a) crise hídrica. Eu me lembro de ter participado de uma campanha de limpeza e recuperação do Tietê há quase 20 anos que, ao que eu saiba, nunca passou de projeto.

    Selma / Responder
  4. Eu lembro quando a FAU expôs esse plano, fiquei 2 tardes olhando ponto a ponto, e vi que tirando o canal (que seria paralelo ao ramal Rio Grande-Suzano) esse sistema já podia existir há mais de 60 anos, se as ideias do povo não fossem (e continuam sendo) tão imediatistas…

    Dênis Douglas / Responder
  5. O Hidroanel deveria sair, tem governante dormindo demais.

    galesitransportes / Responder
  6. O rodoanel também já foi um sonho do passado e está a pouco de ser finalizado. Porém ainda temos gargalos logísticos mais importantes para investimentos, como o Ferroanel, necessário para otimizar o transporte metropolitano sobre trilhos. Acredito que somente do Ferroanel viabilizado é que o governo do estado investiria no Hidroanel.

    Ed / Responder
  7. Cadê o Arco do Futuro?

    Joaquim Jesimiel Karloi / Responder
  8. Seria um impacto enorme na economia de forma positiva, descongestionando as rodovias.

    Danilo / Responder
  9. O Brasil tem potencial para todas as formas de transporte de carga !!!!
    Temos é que cobrar aos governantes de investimentos transparentes nesta área.

    Rodrigo Souza / Responder

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