Há 16 anos era desativado o trem São Paulo-Rio

Não falta projetos para as construções de ligações ferroviárias intercidades ou inter-estados, como o caso dos Trens Regionais ou de Alta Velocidade. Todos estes planos redesenham o que um dia foi realidade, e que foi deixado de lado por mudanças de prioridades dos governos.

É o caso do trem que ligava a cidade do Rio de Janeiro a São Paulo, onde a última composição partiu na noite de 29 de novembro de 1998 da estação Barra Funda, chegando à estação o Barão de Mauá (Leopoldina) na manhã de 30 de novembro.

No últimos anos o chamado Trem de Prata tinha desvantagens perante os outros modais de transporte. Em 1998 se o passageiro optasse pelo avião, pagaria mais barato que a viagem pela ferrovia. Para ir de trem, uma viagem de dez horas com direito a jantar e café da manhã, gastava-se R$ 120, com a cabine mais barata. Na ponte aérea o gasto seria de R$ 82 pagos na época com viagem de 50 minutos. Os atrasos ocorriam sobretudo porque o Trem perdia a prioridade para o uso dos trens cargueiros, além de problemas na via permanente.

Ainda sim, o Brasil andou na contramão de outras cidades do mundo, que priorizaram o transporte de passageiros pelos trilhos. Na Europa, por exemplo, é comum ligações ferroviárias cruzando o continente. Algumas destas ligações são feitas por trens de alta velocidades, e acabam sendo mais rápidos que o serviço aéreo.

É o caso do Eurostar que, considerando a duração da viagem, conforto, serviço, passeio sem estresss, economia de tempo e sem taxas de traslados, o trem é a maneira perfeita para cruzar o Canal da Mancha. Este emblemático trem de alta velocidade redefiniu a forma como as pessoas viajam entre Londres e Paris.

Hoje nosso país possuí uma sobrecarga nas ligações rodoviárias, e gargalos no transporte aéreo. Então, como descrito no começo desde texto, a ferrovia se prova viável. Falta apenas vontade política.

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Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

10 Comentários deste post

  1. linda reportagem!!!
    estive no Rio este ano e a estação Leopoldina esta abandonada em frente virou ponto final de varias linhas de onibus, mas se a tivesse em operação seria sim muito bem recebida, pois é proxima da rodoviaria novo rio, faz muita falta!

    Lalá Almeida Ramos / Responder
  2. O trem esta voltando e voltará de qualquer jeito. O transporte individual tem seu espaço mas será reduzido abrindo espaço para alternativas coletivas.

    Rafael Portal / Responder
  3. Discordo que foi um retrocesso a desativação. Retrocesso foi a falta de investimentos em infraestrutura que corroborou para que isso ocorresse. Deixar esse modo de transporte em operação sem competição alguma com outros realmente não faz sentido.

    E vejam bem: o que foi feito desde 1998 para o transporte ferroviário de passageiros?

    Rodrigo Cunha / Responder
  4. uma hora os trens vão se vingar

    faiano / Responder
  5. quem disse que e avião em 1998 era mais barato não sabe quanto era cara a ponte aérea da época

    diegobferreira / Responder
  6. Se eu pudesse escolher entre trem e avião, eu escolheria o trem! Podendo ter conforto, tranquilidade, uma bela paisagem, um tempo pra relaxar lendo um livro. Lembro da minha infância, lá pra 1995, quando eu estava em Mongaguá e escutava o barulho do trem se aproximando. Eu parava tudo, saia até de toalha no portão da casa pra ver o trem passar, com aqueles lindos vagões reluzentes de duralumínio, ou então seus 60 vagões cargueiros. Se o Brasil tivesse atualizado as ferrovias (alargando bitolas e fazendo uma rede aérea para aumentar a oferta de trens elétricos) e as ampliado, hoje não sofreríamos com horas e horas de esperas em aeroportos, filas e mais filas nas rodoviárias… as companhias aéreas e rodoviárias teriam tempo de fazer uma manutenção melhor nos equipamentos, o número de opções de serviços dentro dos 3 modais (aéreo, ferroviário e rodoviário) seria maior… Resumindo, teríamos uma qualidade de transportes interestaduais, regionais, ou mesmo cruzando o Brasil, num nível equiparável aos Estados Unidos ou a Europa! Falta interesse dos (alguns!!) governantes em evoluir os transportes do Brasil.

    André Francischetti / Responder
  7. O trem passa em Edem e a sineta bibibibi

    Brenno / Responder
  8. É Hora do Governo Federal Reativar o Trem Que Liga de São Paulo/SP Até o Rio de Janeiro/RJ

    Michell / Responder

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