Cidades Brasileiras com projetos de VLT

O Veículo Leve sobre Trilhos com a sigla VLT está presentes em poucas cidades Brasileiras, no entanto existem projetos para a inserção deste modal de média capacidade em alguns municípios, quase sempre acompanhado de uma requalificação urbana e/ou do sistema de transporte.

A tecnologia do VLT, também chamado de metrôleve, é bem difundida na Europa, onde os países apenas aproveitaram a estrutura do bonde para transformar o modal. Na maioria das vezes os veículos são elétricos, contribuindo para uma mobilidade mais limpa, já que não emitem poluentes e produzem menos barulho do que veículos a combustão.

Microrregião do Cariri, no Ceará

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O chamado Metrô do Cariri está em operação e liga as cidades do Crato e Juazeiro do Norte. O sistema opera desde Dezembro de 2009, com 9 estações e uma linha de 13,6 Km de extensão. Em uma futura fase esta linha será estendida até o município de Barbalha, ao sul de Juazeiro do Norte.

Cuiabá

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O VLT de Cuiabá está sendo implantado na região Metropolitana de mesmo nome, no Mato Grosso. O modelo foi apresentado pelo Governo do Estado como alternativa para melhorar a mobilidade urbana na Região. Foi prometido para copa, porem esta atrasado.

A malha terá 22,2 km de extensão dividido em duas linhas, a primeira linha ligará o Centro Político Administrativo (CPA), em Cuiabá ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, e a segunda linha ligará a Região do Coxipó ao Centro Sul, ambas em Cuiabá. Terá 32 estações e tem o custo estimado em 1,4 bilhão de reais.

Brasilia

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O VLT de Brasília tem como objetivos desafogar o fluxo de veículos, e incrementar o sistema público de transporte da região. O sistema será operado pela Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). O Projeto completo tem como intuito ligar o Aeroporto de Brasília ao Terminal da Asa Norte, através da via W3, e também ligará todo Eixo Monumental. As obras, porém, encontram-se paralisadas.

Baixada Santista

Governador Geraldo Alckmin durante cerimonia para Apresentação do 1º VLT do Estado de São Paulo

Em obras, o VLT da baixada da baixada santista, que vai ligar a cidade de Santos até São Vicente, deve ter inicio das operações em março de 2015. A obra faz parte de uma repaginamento da rede de transportes metropolitanos da região.

Rio de Janeiro

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Projeto da prefeitura do Rio em parceria com a iniciativa privada, e de preparação para os Jogos Olímpicos de 2016. Faz parte de um projeto municipal ainda maior chamado de Porto Maravilha que objetiva revitalizar totalmente a região em torno do porto e próxima ao centro da cidade. O VLT carioca colaborará com a demanda de passageiros que já existe e aumentará em face as transformações urbanísticas e viárias que farão a região portuária (atualmente degradada) numa área comercial, cultural, residencial e de serviços.

Maceió

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Começou a funcionar oficialmente no dia 10 de outubro de 2011. Atualmente se utiliza do modal ferroviário metropolitano, da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos). A CBTU possui projetos de ampliação da atual malha que chegará ao bairro das Mangabeiras (Shopping Maceió) e também ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Os veículos são movidos á diesel.

Osasco/Cotia

Esta em fase de estudos e viabilidade um novo VLT que vai ligar a cidade de Osasco até Cotia, percorrendo grande parte do traçado às margens do rodoanel.

Campinas

Campinas também estuda um VLT entre o Viracopos e o centro da cidade. São estimado ainda três ramais para o VLT: Centro-Barão Geraldo, Centro-Sousas e um circuito rotatório passando pelo Centro expandido e interligando com os futuros eixos dos BRTs. A cidade já tinha um VLT nos anos 90, porem o projeto foi desativado.


Autor: Renato Lobo

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Paulistano, Técnico em Transportes, Ciclista, apaixonado pelo tema da Mobilidade, é o criador do Portal Via Trolebus.

8 Comentários deste post

  1. Goiânia também tem um projeto de 13 km de VLT que vai substituir o atual BRT norte-sul, o Eixo Anhanguera, e que será executado pelo governo do estado.

    Guilherme Machado / Responder
  2. Olá, gostei do artigo. Para quem está começando agora são dicas muito importantes. Sucesso!

    Andrade / Responder
  3. Bom, em primeiro lugar, agradeço pelas informações!

    No caso de cidades que possuem projetos de VLT, posso afirmar que além do Rio de Janeiro, também encaixam nessa lista, as cidades (considerando o Estado do Rio de Janeiro): Angra dos Reis, Niterói, Petrópolis, Nova Friburgo e Campos dos Goytacazes (ao menos são estas que de que me lembro neste instante). Todavia, muitos destes projetos acabaram esquecidos (o caso de Macaé é o mais emblemático). Espero que os cidadãos possam valorizar este forma de transporte!!

    Lucas Leal da Silva Cavalcante / Responder
  4. O VLT de campinas, unica linha, existiu entre 1991 a 1994 e ligava a zona sul (mais popular) ao centro, obra bancada pelo governo Quercia numa época em que o país (estado) estava pobre e falido, depois vieram os tucanos e acabaram com ela, o PT tb não investiu em trens (há boatos de ambos receberem caixinha dos empresarios para não implantar metros e trens), numa regiao metropolitana carente de transporte e muito proxima a capital, cerca de 90 km, e onde mais de 500 mil pessoas viajam todos os dias, ida e volta, da periferia e cidades dormitorio (hortolandia, sumare) a regiao central da cidade. Campinas e sua RMC sofrem com os governos municipais que nunca apresentam propostas de transporte ferroviario, uma cidade de 1 milhao de habitantes e quase 3 mi na RMC e com polos importantes de industria, localidades importantres como unicamp e viracopos nas periferias, aqui não se usa trem nem VLt mesmo tendo 2 linhas de trens desativadas que cortam a cidade e a ligam a sumare e vinhedo, inclusive Cps ja teve linha direta pra capital que hoje nao funciona, nos anos dourados do Lula presidente (PACs etc) muitos projetos de trem bala foram apresentados mas nenhum vingou, hoje o prefeito incompetente reeleito desocupa ruas importantes do centro para fazer corredores de onibus exclusivos (em ruas de 3 faixas, 2 são corredores) e deixa os carros cada dia mais sem opção de circulação, colocando agentes de transito em lugares estrategicos para multar inclusive quem para o carro só para desembarcar pessoas, uma fabrica de multas, radares e cameras estão em todos os cantos da cidade, semaforos a cada 50 m, e onde são necessarios não existem, sem contar a imprudencia e falta de educacao do cidadao local no transito, que fazem uma selva o trafego de veiculos com todo tipo de desrespeito e individualismo, o pior de tudo é saber que inclusive o governo estadual tem projetos de VLT e transporte metropolitanos para a regiao mas somos prejudicados pela ganancia de um unico empresario que controla todo o transporte coletivo na regiao, comprando até as peruas, retirando cobradores e fazendo os motoristas cumprirem metas de tempo, motoristas estressados e que vivem atropelando pessoas nos pontos (outro dia morreu uma senhora de 80 anos que caiu da porta traseira aberta com o onibus em movimento e o pneu passou sobre ela) , dirigindo perigosamente, uma triste realidade que em tempos de crise só tende a piorar, mas a culpa é do povo que não exige melhorias, se acomoda e apenas reclama em baixa voz.

    Dann / Responder
    • Meu caro, esqueça “prefeito, prefeito, prefeito”. Todos as ferrovias urbanas brasileiras (trem urbano, metrô, VLT, trem metropolitano etc.) são iniciativas ou estaduais (com financiamento federal) ou diretamente federais. Nenhuma prefeitura (nem a de São Paulo) banca esse tipo de projeto. Uma exceção que acabou comprovando a regra foi São Paulo, onde o projeto de metrô foi inicialmente municipal (nos anos 1960), mas rapidamente o governo estadual assumiu a empresa e o projeto todo.

      Arnaldo F / (em resposta a Dann) Responder
  5. VLT, Volte Para Campinas e Venha Para a Grande SP Principalmente São Paulo e Guarulhos

    Michell / Responder
  6. Triste ler o que ocorreu três anos depois: apenas Rio e Santos efetivaram de fato seus VLTs com características urbanas.

    E Santos por pura sorte: o leito ferroviário da EF Sorocabana (originalmente Santos-Juquiá) é um dos únicos do país, senão o único, que acabou cercado por bairros de classe média (incluindo bairros nobres como Gonzaga e Boqueirão).

    O comum é que as ferrovias corram por áreas pouco valorizadas (baixas, inundáveis etc.) que acabam naturalmente cercadas por armazéns, galpões, indústrias. Muitas dessas áreas terminaram favelizadas.

    Em Santos, essa é a situação do leito da primeira ferrovia instalada na cidade (e no estado), a SPR (Santos-Jundiaí, depois RFFSA), que teve as obras iniciadas em 1860. Corre por regiões de mangue, armazéns, indústrias, favelas.

    Mas em 1911 foi projetada uma outra ferrovia, ligando Santos ao Vale do Ribeira (margeando a costa até Peruíbe, passando por S. Vicente e Itanhaém): a Santos-Juquiá, originalmente uma linha isolada, sem ligação com a restante malha ferroviária paulista.

    Os projetistas dessa nova ferrovia traçaram um trajeto longe do Centro santista e da área urbana (em 1911). Como o Centro de Santos está situado junto ao porto, restava para a nova ferrovia a área oposta, mais próxima da praia. E assim foi feito.

    O leito ferroviário da Santos-Juquiá foi implantado a c. de 1km da praia, uma zona então desocupada. Na passagem por S. Vicente, os trilhos chegam a estar a menos de 150 m da areia da praia do Itararé, ainda mais deserta que as praias santistas da época.

    Mas nos anos 1930/40 a classe média santista começou a migrar do Centro para a praia, e o leito da ferrovia se viu cercado de casas de boa qualidade, ruas bem urbanizadas etc.

    Nos anos 1930 a EF Sorocabana, então já uma estatal estadual, acabou com o isolamento da Santos-Juquiá, implantando o ramal Mairinque-Santos, que ligava a malha ferroviária do planalto a Santos.

    Com isso, o movimento do trecho em Santos aumentou muito, principalmente de trens de carga.

    Nos anos 1980 o tráfego (e as manobras) dos trens de carga da Fepasa (sucessora da Sorocabana), lentos e muito compridos, infernizavam a cidade (cortavam montes de ruas e avenidas, às vezes ao mesmo tempo).

    A revolta popular só sossegou quando esse trecho urbano foi desativado (instalaram um 3º trilho na linha da RFFSA e desviaram o tráfego da Fepasa para lá, criando uma espécie de ferroanel que contornava S. Vicente pelo norte).

    E desde os anos 1980 se discutia o que fazer com esse file-mignon que era o leito da Sorocabana.

    Durante 30 anos, ideias não faltavam. Pré-metrô, metrô-leve, metrô de superfície, trem urbano, corredor de ônibus (ainda não se falava em BRT) e por fim VLT. Todas integrando a categoria de lenda urbana.

    Até que finalmente o VLT saiu do papel com o PAC (hoje inteiramente implantado e funcionando)

    Narrei tudo isso para explicar o trajeto único dos trilhos santistas. No Brasil, a maioria dos projetos de VLT e afins insiste no comodismo de reciclar os antigos leitos ferroviários, mesmo que eles corram no meio do nada (caso de Campinas).

    Em Santos o comodismo foi o mesmo, mas na prática trata-se de um percurso 100% urbano, cercado de edifícios altos, universidades, hospitais, comércio etc.

    Nesse ponto, o projeto mais extraordinário (e executado!!) foi o carioca, um verdadeiro VLT correndo em pleno Centro, sem a muleta do leito ferroviário.

    O de Santos foi na “sorte” da história ferroviária e urbana local.

    Arnaldo F / Responder

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