
Recentemente foi divulgado no site da CPTM novos e menores intervalos nas 6 linhas operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que atende a 89 estações num total de 22 municípios, ao longo de 260,8 quilômetros de linhas operacionais.
É possível ver que em alguns trechos já existe intervalo de 4 minutos. Menor intervalo programado das linhas:
- Linha 7-Rubi: 4 minutos (Luz-Caieiras)
- Linha 8-Diamante: 6 minutos (Júlio Prestes-Barueri)
- Linha 9-Esmeralda: 4 minutos (Pinheiros-Socorro)
- Linha 10 – Turquesa: 5 minutos (Brás-Mauá)
- Linha 11 – Coral (Expresso Leste): 5 minutos
- Linha 11 – Coral (Banda B: Guaianases – Estudantes): 8 minutos (exceto o pico da manhã e após o pico da tarde)
- Linha 12 – Safira: 6 minutos
A CPTM quer até 2014 reduzir os intervalos de todas as linhas para 3 minutos.
Mais informações no site da empresa.
Por Renato Lobo

Ainda não conheço as Linhas 7, 8 e 9, mas posso dizer da 10, 11 e 12, de uns tempos pra cá melhorou o tempo de espera, das 3 linhas que conheço, a que melhor tem um tempo de espera é a 11, mais ao mesmo tempo é desconfortável pela quantidade de seus passageiros, já a 10 ganha no quesito comodidade, seus trens não são superlotados, no pico da tarde, e os trens são espaçosos, já a 12 que uso mais o seu principal problema é a velocidade, entre o Brás e Engenheiro Goulart eles andam com velocidade mais reduzida, depois de Eng. Goulart ficam com uma velocidade boa, não entendo isso, mais enfim, outro problema delas são os trens das seguintes séries 1400, 1600 e 5500, eles são os piores na minha opinião, os melhores são os 4400 e 5550, não saem lerdos das estações, ja o 7000 é bem estranho, é um trem novo e não corre bastante que nem corre no expresso leste, e alguém sabe se os 5550 vão sair de circulação tão cedo, foram reformados e etão em tão boas condições ?? (Nossa falei demais!? Vão me punir no próximo comentário)
Seria muito interessante e oportuna uma matéria comparando os sistemas de tração e freios da CPTM com os do Metrô. Recentemente li artigo que mostrava potência de motores semelhante ao Metrô para os CPTM 7000 e 8000.
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A sinalização vai ser CBTC pra todos, portanto, em teoria, permitiria intervalos de até 75 segundos
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Será que o limite da CPTM seriam os acessos das estações?
Nem todas as linhas receberão CTBC, em algumas linhas, será ATC mesmo (caso da Linha 9, por exemplo).
Os acessos das estações não parecem ser o gargalo, visto que a CPTM em geral tem uma demanda muito mais baixa que o Metrô, além disso, as estações mais movimentadas em geral contam com quantidade generosa de bloqueios, é o caso do Brás e da Barra Funda, por exemplo.
No Metrô a motorização costuma ser de 100%, ao passo que na CPTM a motorização tem taxa de 50%, ou seja, nem todos os TUEs são motorizados, geralmente é um sim, outro não, um sim, outro não. De qualquer forma, falar dos sistemas de freio e tração de forma geral, é complicado, pois a CPTM tem variedade de material rodante.
Eu dependo muito da linha esmeralda. E acho que, se não fosse o Autódromo de Interlagos, ela seria a mais sucateada, mais até que a Julio Prestes-Itapevi. Exatamente porque carrega nós da “perifa”.
A Linha Esmeralda realmente ficou muito lotada. O problema maior da nossa malha ferroviária é exatamente esse: Onde tem trem, devia ter metrô.
Fico pensando se a linha lilás fosse da CPTM e não do Metrô, como era a ideia inicial. O pessoal alí ia sofrer muito mais, sem dúvida.
Caio César
Agradeço a explicação!
Compreendo que é complicado, mas quando a demanda exige os conceitos precisam ser revistos. Senão o usuário é quem (prá variar…) paga o pato
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Como o Alain diz, a CPTM 9 Esmeralda já sofreu violento aumento de demanda e – se o governo cumprir a promessa da extensão a Água Branca – vem mais fluxo ainda. Falo desta linha CPTM por usar as vezes; certamente uma 12 Safira já tem sérios motivos para reduzir MUITO os intervalos e aliviar a Metrô 3 Vermelha.
Acho que está ocorrendo uma certa confusão aqui. A CPTM projetou, licitou e é enxergada como a construtora da Linha 5 – Lilás. Ela escolheu o material rodante, a tecnologia utilizada, a bitola, tudo.
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A Linha 9 é uma linha de metrô. Trem metropolitano é o quê? É metrô, gente, em Santo Amaro as pessoas se transferem de uma linha de metrô para outra linha de metrô, uma das linhas é do Metrô, a outra é da CPTM. ¬¬”
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A Linha 12 tem outro campo de atuação, ele principalmente passa por locais em que a Linha 3 não passa. A tarefa de tentar equilibrar mais a demanda é feita por outra linha, a Linha 11 (Expresso Leste), sendo que o Expresso Leste também é metrô, por sinal, quem construiu as estações Guaianazes, Dom Bosco, José Bonifácio e Corinthians-Itaquera foi o Metrô (eram para a Linha 6 – Laranja, que não existiu). Hoje, a CPTM pretende e vai levar o padrão do Expresso Leste até Suzano, ou seja, vai aumentar a qualidade do serviço, mas nem por isso a Banda B merece ser totalmente desclassificada.
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O que não faz sentido é continuar falando que o trem metropolitano não é metrô. Ele é metrô, só não é Metrô (Metrô = Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô). Os trens metropolitanos têm suas diferenças, o Sistema de Trens Metropolitanos da CPTM carrega uma série de características históricas, mas é um sistema tão ferroviário quanto o próprio sistema do Metrô de São Paulo e ambos são sistemas de metrô. O Metrô também opera trens de subúrbio, a Linha 3 é suburbana, a Linha 5 é totalmente suburbana.
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Enquanto a população olhar para a CPTM e achar que ela é uma cidadã de 2ª classe, os políticos também farão o mesmo.
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A Linha 9 não carrega gente da periferia? Grajaú então só tem rico agora? Interlagos também só tem gente rica? Vão levar até Varginha para transportar gente rica que lá vive também, é isso? Em tempo: transporte é para todos e pelo que me consta, há quem saia do Capão Redondo e utilize a Linha 9, Capão Redondo não é periferia? Há quem saia de outras periferias também e utilize a Linha 9, ninguém é barrado, eu pelo menos nunca fui.
Caio César
Sim, confundi a 11 com a 12, desculpe.
Gosto e concordo com sua visão. Uso CPTM 9 + Metrô 4 com alguma regularidade e percebo não só aumento de quantidade de usuários como de poder aquisitivo dos mesmos. O preconceito com “o trem” sinaliza estar diminuindo.
Marketing o governo tem feito muito. Se houver contrapartida de integrações eficientes e oportunas – como terminais multimodais com pátio de estacionamento no Rodoanel, seguindo a boa idéia da Metrô 6 – muita coisa pode melhorar.
Outro ponto crucial seria atender as demandas REALMENTE mais críticas, como Robert Kennedy/M´Boi Mirim e Cotia/Raposo Tavares.
Agora, se deixarem a CPTM 9 continuar enchendo até que a agilidade e conforto se percam de vez, aí sim o usuário vai continuar usando por falta de opção melhor e todos – usuários, políticos, tecnocratas e demais cidadãos – continuarão considerando a CPTM “cidadã de 2a. classe”
A linha 9 melhorou muito com a diminuição do intervalo dos trens, mais ainda continua horrível. Para melhorar mesmo somente com intervalos de 3 min nos horários de pico e para resolver só a linha 5 ficando pronta. Normalmente perco de 10 a 20 minutos na fila para passar na catraca da estação Vila Olímpia e 10 a 20 min para sair da plataforma e chegar linha 5 lilas em Santo Amaro, fora os trens circulando em velocidade reduzida devido à lotação. Com tantos atrasos, é praticamente o horário que gasto indo de ônibus, em pensar que em 2010 eu ganhava de 20 a 30 min indo de trem.
Eu não concordo com essa visão de chamar CPTM de metrô. E também não concordo em dizer que “trem” é coisa de pobre.
São dois modais diferentes. O governo adora dizer que é CPTM com qualidade de Metrô, mas isso é pra angariar voto, e uma coisa não deve jamais excluir a outra.
Metrô são “rapid-transit”, são trens com uma distância praticamente igual entre as estações, andam mais rápido e carregam mais pessoas em um curtíssimo intervalo.
Já trem é um modal que cobre distâncias grandes, cada estação tem uma distância diferente da outra (veja por exemplo a distância entre Santo Amaro-Socorro-Jurubatuba, por exemplo). São trens GRANDES (Grandes como os de Mogi das Cruzes, não os de brinquedo da Linha Esmeralda), carregam mais pessoas, mas pecam no intervalo, que é maior.
E VLT é outro totalmente diferente. O que acontece é que o governo ter trocar gato por lebre. Quer que a CPTM opere como metrô e trazer VLT que, na teoria, carrega tanta gente como metrô, e por aí vai. Isso não passa de propaganda pra desinformado.
Por isso põe trens da Alstom iguais aos modernos da Linha Lilás. Bullshit. É impossível transformar a linha esmeralda em metrô porque ela não foi concebida pra isso pelos motivos que citei acima. Mas dizer que “metrô é pra rico e trem é pra pobre”, isso também é uma visão exargerada.
Um modal não exclui o outro. Cada um tem uma utilidade.
Quer um exemplo prático? A Linha Lilás tem uma proporção praticamente exata entre as estações. Agora pega a Linha Esmeralda. Se um trem atola na Cidade Universitária bem na hora que o outro saiu do Villa-Lobos Jaguaré? Em um rapid-transit isso é inaceitável de se acontecer, mas acontece. Sabe porquê? Não é metrô. É trem. E não é ruim. É apenas um modal diferente, com suas vantagens e desvantagens, assim como o metrô.
Grande parte disso é o que eu gosto de chamar de “operar no limite”. A CPTM dá prejuízo pro governo, e o metrô mal se sustenta com a tarifa atual.
Em muitos países, para tornar o sistema menos autodestrutivo, eles costumam fazer o esquema da distância. Quanto mais distante, mais caro. Mas isso não funciona no Brasil, pois aquele boyzinho que mora no Apê que o pai paga na Vila Mariana vai pagar cinquenta centavos pra andar de metrô, enquanto o pobre do Capão Redondo pagaria 4 reais.
Muito justo né?
Logo o governo, ao contrário de investir na periferia, prefere fazer linhas com coisas utópicas, como VLT que carregue quase tanto quanto metrô, ou um “CPTM com qualidade de metrô”. Isso me dói o fígado. A malha metroviária já opera no limite, aí a desculpa para não se construir linhas, ou investir no lugar correto é pagar pra ter tecnologias driverless pra diminuir o intervalo.
Aí eu pergunto: Até quando? Isso não é solução, isso é gambiarra. Isso é jeitinho brasileiro. Simplesmente porque mais linhas vai trazer mais prejuízo pros cofres públicos num sistema que não consegue mal se segurar em pé.
Se no mundo inteiro eles investem em construir mais linhas, brasileiro só adora fazer errado, e investe em mais trens e menor intervalo. Francamente…!
Alain
Falta mesmo muita coisa na rede metroferroviária da RMSP, mas por que não encarar boas soluções, ainda que caras e difíceis? Se trata de muitos milhões de pessoas, vai ser caro e difícil de qualquer jeito.
Acredito que é bom negócio para a cidade e para o usuário fazer da Esmeralda e do Expresso Leste ‘rapid-transit’ driverless, gangway e revitalizar estações para a maior capacidade (mesmo com a Lilás operando, continuará havendo congestionamento de gente em algumas estações da Marg.Pinheiros)
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Cobrança, venho defendendo um Meio de Pagamento Único de Transporte Coletivo para TODO e QUALQUER modal da RMSP. Com software que somasse tarifas de cada trecho utilizado e descontasse pela habitualidade do percurso. Usuário receberia fatura mensal e teria acesso on line, como num cartão de débito bancário ou de refeição. Qualquer serviço adicional (haveria vários bastante interessantes) seria cobrado à parte. Acabariam as integrações que ajudam uns e punem outros. E me parece que resolveria a questão que você muito bem levanta do usuário do Grajaú e do usuário da Vila Mariana. Sei que é trabalho enorme de gestão para uma nova agência estatal, mas plenamente justificável para uma RMSP.
Demais, Luiz! Nossa, essa idéia parece realmente boa. Eu não sei direito como funciona em outros países. Sei que um diferencial é ter uma ou duas estações que interligam todas as linhas (e claro, elas devem ter o porte para tanto).
No britânico as linhas são todas privadas, não? Mas me falaram que é um privado igual da SP Trans, que o governo ainda tem forte influência. Mas esse método que você defende me parece muito interessante. Acho que assim ao menos ajuda o metrô a se sustentar sozinho, uma vez que com esse boom de linhas vai sobrar pro nosso bolso direta e indiretamente. Só que é como você disse: não podemos ver São Paulo com um orçamento de cidade média. Tem que receber investimentos sim, de todas as esferas do governo. O único problema é que parece que São Paulo não tem o respeito que merece como capital e uma das maiores cidades do mundo. Uma pena, principalmente pra nós que vivemos aqui.
Hosanas nas alturas!